As ações dos governos municipal e estadual no enfrentamento à pandemia de coronavírus foram elogiadas pelo jornal NZZ, um dos maiores da Suíça, que chegou a considerar a Bahia, e especialmente Salvador, classificando a cidade como um local em que não se tem “a sensação de estar no Brasil neste momento, onde mais de 3.000 pessoas morrem de Covid-19 todos os dias e mais de 400.000 mortes são contabilizadas”.

A publicação destaca os inúmeros postos de vacinação espalhados pela cidade e o uso da tecnologia para ajudar no processo de imunização. “O departamento de saúde pública usa aplicativos para descobrir onde as filas são mais curtas. Todos os residentes com mais de 60 anos são vacinados, incluindo muitos mais jovens com doenças”.

“De escolas a rodoviárias, em bairros pobres e de classe média, você pode ver as pessoas esperando pacientemente pelas vacinas em todos os lugares [do estado]”, menciona (em tradução livre) a reportagem, assinada de Salvador pelo repórter Alexander Busch.

O estado, segundo ele, “também surpreende com o sucesso de seu sistema de saúde”. “Ele faz parte do pobre nordeste do Brasil. Aqui, por exemplo, todos os povos indígenas para os quais o coronavírus pode rapidamente se tornar fatal já foram vacinados”, comenta a matéria, que ainda chega a classificar o sistema informatizado na Bahia como melhor que o utilizado em parte da Europa.

“As autoridades mantêm você informado sobre cada detalhe da campanha de vacinação na Internet. Em comparação, as informações das autoridades de saúde da Europa Central parecem completamente desatualizadas”, pontua.

Política
O NZZ lembra que tanto o governador da Bahia, Rui Costa (PT), quanto o prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), não fazem parte do grupo que apoia a visão que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem da pandemia.

“Não é por acaso que nos estados governados pela oposição a epidemia é menos dramática. Em contrapartida, onde os responsáveis são próximos do presidente e não levam o vírus a sério, aumenta o número de infecções e mortes. Como na metrópole amazônica de Manaus ou no sul do Brasil, por exemplo”, analisa a publicação.

Ele lembra ainda que o Brasil só começou a vacinar em janeiro, mas 13,3% da população já recebeu a primeira dose, enquanto na Suíça, que começou a imunização em dezembro, são 19,7%.

O jornalista também lembra que o Brasil tem um sistema de saúde (SUS) capaz de atender à demanda, caso seja bem gerido. “O Brasil atualmente vacina mais de um milhão de pessoas por dia. A razão para essa conquista impressionante é o sistema de saúde. Os cuidados de saúde são gratuitos para os mais de 210 milhões de habitantes. O país tem dois institutos tropicais que produzem as próprias vacinas AstraZeneca e Coronavac. O Brasil pode fazer frente ao corona – se quiser”, conclui.

Ações em Salvador
Além de inovar, sendo a primeira capital do país a implantar sistema de drive-thru na estratégia de imunização, Salvador lançou várias ferramentas para oferecer mais comodidade e agilidade dos grupos prioritários elencados para a vacina. Segundo a Secom, entre elas podem ser citadas o cadastramento on-line de beneficiados, a vacinação domiciliar, o filômetro, o serviço de hora marcada e o QR Code Vacinação, dispositivo que possibilita ainda mais celeridade ao processo de proteção contra o coronavírus.

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